Caminhoneiros mantêm bloqueios nos acessos ao Porto de Santos, SP

Categoria afirma que não vai ocorrer desmobilização na região, apesar do anúncio do Governo Federal na noite desta quinta-feira (24).

 

Os caminhoneiros que realizam protestos nos acessos terrestres do Porto de Santos, no litoral de Santos, afirmaram que vão manter o ato mesmo após o anúncio de trégua feito pelo Governo Federal na noite desta quinta-feira (24). A categoria pede redução no preço de combustíveis e aumento no valor do frete.

Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Carlos Marun (Secretaria de Governo), Eduardo Guardia (Fazenda) e Valter Casimiro (Transportes) anunciaram que houve um acordo com o representante dos profissionais, após uma reunião de 6h. Segundo declaração realizada em Brasília, ocorre suspensão da greve por 15 dias.

Os caminhoneiros que integram os movimentos de bloqueio na Margem Direita do cais, em Santos, e na Margem Esquerda, em Guarujá, afirmaram após o anúncio que o protesto está mantido. Segundo eles, é preciso que ocorra um acordo definitivo para a real redução dos custos tarifários aplicados na venda de combustível.

Durante a tarde, pescadores, em solidariedade ao movimento, bloquearam por 1h30 o canal de navegação ao Porto de Santos, o maior e mais importante do país. A travessia de balsas entre as margens ficou paralisada e dois navios tiveram a manobra de saída do complexo canceladas pela Praticagem de São Paulo.

Paralisação

Pelo quarto dia consecutivo, os caminhoneiros autônomos permanecem protestando nos acessos terrestre ao Porto de Santos contra o preço dos combustíveis e o baixo valor do frete. Equipes da Polícia Militar e da Guarda Portuária acompanham os atos, que não registrou ocorrências ou necessidade de intervenção.

Na terça-feira (22), os caminhoneiros bloquearam o acesso ao pátio de estacionamento de veículos, em Cubatão (SP), que faz a triagem de veículos comerciais que seguem aos terminais. A Autoridade Portuária informou que desde segunda-feira (21) o complexo não recebe caminhões, mas mantém as operações no costado.

Os terminais do Porto de Santos iniciaram, na quarta-feira (23), o racionamento de combustível para manter as operações internas nas empresas. Entidades do alertaram para falta de espaço para armazenamento de cargas desembarcadas de navios, e pedem intervenção de força policial para uma solução rápida.

A Associação Brasileira de Fornecedores de Navios (ABFN) alertou em comunicado, nesta quinta-feira, para a falta de mantimentos para a tripulação dos cargueiros. Segundo a ABFN, sete navios foram obrigadas deixar o porto nos últimos dias sem o consumo de bordo. São 25 trabalhadores por embarcação.

Fonte: G1

Sobre André Luiz Badaró

Diretor Executivo e Jornalista Responsável