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Comércio entre Brasil e Catar aumenta apesar de embargo econômico

O embaixador do Catar, Mohammed Al-Hayki, acredita num incremento das relações comerciais entre o Brasil e o seu paísValter Campanato/Agência Brasil

Sete meses após um embargo econômico por terra, mar e ar decretado contra o Catar pela Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito, que provocou um temor generalizado em vários países sobre o futuro do comércio com esse rico país do Oriente, a situação é de alívio para as cerca de 250 empresas brasileiras que exportam para o Catar.

A justificativa para o embargo foi a de que o Catar estaria apoiando o terrorismo. A medida, contudo, não afetou as relações comerciais entre o Brasil e o Catar. Um balanço recente das trocas entre os dois países mostra que, embora ainda haja um saldo anual de US$ 25 milhões a favor do emirado árabe, os números mostram uma tendência de crescimento de vendas favorável ao Brasil no futuro próximo.

Esse crescimento é impulsionado por um aumento crescente das vendas para o Catar, ao mesmo tempo em que há uma redução gradativa das importações daquele país do Oriente Médio, fatores que podem gerar um superávit comercial para o Brasil já nos próximos meses.

“Importamos do Brasil importantes commodities, como carne, frango e vegetais e exportamos combustíveis e fertilizantes”, disse o embaixador do Catar no Brasil, Mohammed Al-Hayki, que se mostra otimista sobre o crescimento do comércio entre os dois países.

De janeiro a dezembro de 2017, o Brasil exportou US$ 420,28 milhões para o Catar, representando um aumento nas vendas de 11,18% em relação ao ano anterior. Por outro lado, o Brasil importou,  em 2017, US$ 445,86 milhões do emirado árabe, uma expansão de compras de apenas 3%.

Sobre André Luiz Badaró

Diretor Executivo e Jornalista Responsável