Jovens de Taubaté defendem a volta da monarquia contra a corrupção

Guilherme e Wesley com o Príncipe Dom Rafael de Orleans e Bragança, 4° na linha sucessória (Foto: Arquivo Pessoal)

Jovens de Taubaté se uniram para defender a volta da monarquia parlamentarista no Brasil. Eles acreditam que, com a presença de um rei e um primeiro ministro eleito pelo povo, o país tenha menos corrupção.

De acordo com grupo, que conta com aproximadamente 15 participantes, cada um já tinha sua convicção política, mas eles resolveram se unir há dois meses para realizar ações a favor da monarquia.

“Queremos a mudança cultural e governamental no Brasil. A família Orleans Bragança está na linha sucessória [da família de Dom Pedro 2º, último monarca a governar no Brasil] e iríamos eleger um primeiro ministro. O povo continua votando, iria continuar cidadania e democracia, já que o ministro seria eleito pelo povo”, disse o jornalista Guilherme Afonso da Costa Nogueira.

“Em um governo monarquista o rei não tem que ser absolutista, é um poder moderador, quem governa o estado é o primeiro ministro, que é escolhido pelo povo. Nenhum governo totalmente eletivo consegue se manter no poder sem compra e troca de cargos”, completou.

O professor de história Wesley Sander afirma que a corrupção nunca deixou de existir, mas que os países menos corruptos são governados pela monarquia.

“O rei serve como fiscalizador. Na faculdade a gente aprende que a monarquia foi um período ruim, mas quando comecei a estudar para dar aula, li um livro que falava sobre o período monárquico no Brasil, comecei a estudar mais e vi que era a melhor forma de governo”, disse.

Em feriados nacionais, os integrantes do grupo se unem para ‘bandeiraços’, realizados com a bandeira da monarquia.

“Eu já participei de movimentos políticos, fui até presidente jovem de um partido, mas vi de dentro que a política no Brasil não funciona. É um sistema que mastiga e se come amo mesmo tempo. Todo mundo quer se perpetuar no poder a qualquer custo”, disse o jornalista Guilherme Nogueira.

Avaliação

O filósofo César Augusto acredita que a volta da monarquia é ‘inviável’, mas avalia o movimento a favor do governo monarquista como um modelo encontrado diante do cenário político atual. Ele reúne a visão do rei como um herói e o desejo de uma mudança estrutural na política brasileira.

“Minha opinião é de que é uma opção inviável para o Basil de hoje. Eu acredito que o presidencialismo é a melhor opção e, dentro disso, o povo tem que lutar pelo fim da corrupção”, afirmou.

“Vivemos a era dos heróis, no sentido de política personificada. Nós saímos da era das ideologias, das grandes bandeiras de luta. Houve um esvaziamento dessas bandeiras uma vez que em várias partes do mundo, inclusive o Brasil, o assumir o poder gerou uma decepção mesmo com coisas bacanas no meio”, disse.

“Agora as pessoas se reúnem em grupos e ideias e não mais em partidos. A monarquia entra com a ideia do rei ainda como figura distante, rodeada do que é sagrado, abençoada. Não há a visão de um rei corrupto nengociando títulos de nobreza”, explicou.

Fonte: G1

Sobre André Luiz Badaró

Diretor Executivo e Jornalista Responsável