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Lava Jato denuncia pela segunda vez ex-advogado da Odebrecht

O ex-advogado da empreiteira Odebrecht Rodrigo Tacla Duran foi acusado de lavagem de dinheiro. Essa é a segunda denúncia feita pela operação Lava Jato contra o advogado.

A denúncia está relacionada as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), avaliado em R$ 1,8 bilhão. Segundo os procuradores, o valor da propina era de 1% do contrato, ou seja, R$ 18 milhões.

Além do ex-advogado, a força-tarefa acusa o ex-gerente da Petrobras Simão Tuma e cinco executivos da Odebrecht pelo pagamento de propinas em troca do contrato para construção do complexo.

O ex-gerente da estatal é apontado como o articulador da suposta fraude licitatória e o ex-advogado da empreiteira seria o operador financeiro das propinas.

Tacla Duran é apontado pela força-tarefa como foragido da Justiça. Ele está na Espanha e teve o pedido de extradição negado pela Justiça do país europeu, por ter dupla nacionalidade.

Ele ganhou notoriedade ao acusar o advogado Carlos Zucolotto, amigo do juiz Sérgio Moro, de oferecer a redução da multa de uma delação premiada em troca de propina.

Além disso, a defesa do ex-presidente Lula pede que o ex-advogado da Odebrecht seja ouvido como testemunha no processo envolvendo o petista. Moro negou o pedido e diz que Duran não tem provas nem merece crédito pelo que diz.

A defesa de Lula recorreu para ouvir o ex-advogado Tacla Duran.

A reportagem tentou entrar em contato com os denunciados, mas ainda não obteve retorno.

Sobre André Luiz Badaró

Diretor Executivo e Jornalista Responsável