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Professores de Cubatão realizam segundo dia de paralisação

Os  professores municipais de Cubatão (SP) realizaram nesta quinta-feira (1°) o segundo dia de greve. A categoria decretou paralisação de 48h durante Assembleia Geral Extraordinária, realizada no último dia 8.

A manhã começou com a concentração dos funcionários na unidade municipal de ensino Marta Josete Ramos e Lorena. Por volta das 9h, iniciaram panfletagem na feira livre, para conscietizar a população sobre o que está acontecendo com a categoria.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Profressores Municipais de Cubatão (Sindpmc), Nilza Brettas, professores de 47 escolas aderiram ao movimento e participaram da greve. Nesta tarde, a categoria se concentrará no Paço Municipal, a partir das 14h, e seguirá em passeata pela Avenida Nove de Abril.

O Sindicato realizará uma nova Assembleia Geral Extraordinária nesta quinta, às 17h. “Faremos a reunião para definir os próximos passos do movimento. Os professores podem decidir por continuar a greve ou fazer uma nova no futuro. Ainda não temos certeza sobre retornar para as aulas na sexta (2)”.

A decisão da greve foi tomada devido às mudanças na base da previdência, que não foram discutidas com os professores e estão prejudicando aqueles que já solicitaram a aposentadoria. A categoria espera que o governo cumpra com os acordos de anular os novos decretos.

Segundo o Sindicato, os novos decretos prejudicam a jornada dos professores, que passam a receber menos e aumentam o número de alunos em sala de aula. Outra questão modificada é a base da Previdência, pois a prefeitura não descontará mais a ampliação das horas de trabalho, o que prejudicará o pagamento da aposentadoria.

Em resposta, o Secretário de Educação de Cubatão, Pedro de Sá, afirma que a greve é “absolutamente sem sentido”, pois os professores estão reivindicando questões que não estão abertas para negociação. De acordo com ele, a Prefeitura não fará nenhum acordo com a categoria, pois o caso já está na Justiça.

O Secretário ainda afirma que o Governo tem como proposta estabelecer um diálogo para criar uma nova legislação que seja clara nos critérios de remuneração e estabelecimento dos tipos de jornada dos professores.

“Estamos propondo fazer uma revisão geral da lei para estabelecer com clareza tudo aquilo que era feito por interpretação. Por exemplo, os professores sempre receberam hora extra no período de férias por conta de um hábito, mas está na lei que não podemos pagar horas extras nas férias”.

Pedro de Sá ainda garante que, se a greve continuar, o Governo tomará as providências legais cabíveis. “Temos interesse em ter professores motivados e isso se constrói com o diálogo. O radicalismo de qualquer lado não agrega valor para ninguém”.

Sobre André Luiz Badaró

Diretor Executivo e Jornalista Responsável