PROJETO MÃOS NA TERRA

 

 

 

 

 

 

 

 

Por:  Adriana Regina Queiroz

 

O senso comum nos faz pensar muito mais na identidade do que na diferença, porque é muito mais fácil. Mas a diferença se apresenta e você tem que lidar com ela. O mais importante para uma pessoa com deficiência não é aprender o mesmo conteúdo que as outras, mas ter a possibilidade de aprender a colaborar, ter autonomia, governar a si próprio, ter livre expressão de ideias e ver o esforço pelo que consegue criar ser recompensado e reconhecido.

O trabalho desenvolvido dentro do projeto Mãos na Terra se trata de um currículo funcional visando as diversas habilidades a ser descobertas na individualidade de cada aluno durante o processo de aprendizagem.

São atividades ligadas à olericultura e cultivo de plantas diversas onde, além  do pedagógico é trabalhado também o comportamento, a concentração, coordenação motora, reflexo sensorial, memorização, socialização e responsabilidades diversas juntamente com sua autonomia e cuidados próprios com o corpo e o local onde vivem.

 

Todos os alunos têm apresentado evoluções em todas as áreas, alguns mais, outros menos, cada um a seu tempo e necessidade. Trabalhamos com o plantio, cuidados e colheita de hortaliças e produtos diversos. Esses produtos são para suprir o refeitório de nossa escola, visto que todos os alunos e funcionário fazem suas principais refeições aqui. São produtos perecíveis, portanto de rápido consumo, parte do excedente é oferecido às famílias dos alunos que fazem parte do projeto, a outra é efetuada a venda  dentro da escola para os funcionários pois precisamos fazer a manutenção do projeto  que tem algumas despesas como: compra de produtos orgânicos, mudas de hortaliças e legumes, canos, torneiras, equipamentos de trabalho diário e bens de consumo para os alunos como: roupas, alimentos, alguns remédios e produtos de higiene pessoal.

É um projeto completamente autônomo, sem prejuízos ou despesas à entidade  APAE.  Através desse trabalho mudou-se a vida dos alunos garantindo a eles subsistência às famílias, autonomia e elevada sua confiança e autoestima.

 

Sobre André Luiz Badaró

Diretor Executivo e Jornalista Responsável