Promotor quer capacitar voluntários para auxiliar pacientes desacompanhados em Bauru

Proposta tem apoio de representantes da rede de saúde local

 

O projeto Abrace, iniciativa recém-criada pelo promotor de Justiça Enilson Komono, de Bauru, pretende treinar e encaminhar voluntários para prestar auxílio a pacientes em unidades de saúde da cidade. A ideia é uma parceria do MPSP com o Departamento Regional de Saúde, vinculado ao governo do Estado, Famesp, organização social gestora dos hospitais de base, Ambulatório Médico de Especialidades e Secretaria Municipal de Saúde.

As demandas foram identificadas pelo promotor após visitas a unidades de saúde. O projeto começará com voluntários que irão acompanhar pacientes em recuperação e que não tenham acompanhantes na hora de receber alimentação, por exemplo, ou que necessitem de transporte para ir a sessões de hemodiálise, uma vez que nem sempre o poder público tem como transportá-los.

Para convidar pessoas dispostas a ajudar, Komono pretende desencadear uma campanha no município para divulgar a proposta. Os interessados que fizerem o cadastro no MPSP local receberão treinamento específico. “Eles serão capacitados por equipe multidisciplinar de profissionais da área, com apoio dos órgãos de saúde como assistentes sociais, psicólogos, infectologistas, enfermeiros e médicos que também vão indicar as demandas dos pacientes”, explica o promotor. “Da nossa parte vamos prestar orientações jurídicas envolvendo questões como sigilo de prontuário e outros”, completa.

Para participar do projeto é necessário assinar um termo de adesão, documento no qual será discriminado o tipo de trabalho que será realizado e quanto tempo durará o voluntariado: seis meses ou um ano. A pessoa poderá optar pelos dias e horários em que prestará o auxílio. Ao final será conferido certificado de prestação do serviço. “Queremos tentar viabilizar uma lei municipal que reconheça o documento como título em concursos públicos”, afirma Komono. Outra proposta é que, na iniciativa privada, o título passe a valer como capacitação de cuidadores, uma vez que não há regulamentação para a atividade.

Fonte: MPSP
 

Sobre André Luiz Badaró

Diretor Executivo e Jornalista Responsável